Feliz vida, Mallu Magalhães!

Gente, vou confessar. Quando a Mallu começou a carreira, apesar de gostar das músicas daquela criança talentosa, eu achava tudo muito esquisito nas entrevistas, pra não dizer jegue. Ela era tão peixinho fora d’água que eu tinha agonia da postura dela, das falas emboladas e das roupas largadas. Com o tempo, fiz uma auto-crítica e acabei mudando drasticamente de opinião. A Mallu mais velha e mais madura também ajudou nessa mudança de percepção, claro. No fim, minha compreensão tardia mostrou que eu não estava preparada para ver alguém verdadeiramente autêntico na televisão. Com o costume de ver crianças que mais parecem pequenos adultos ou até robôs, a figura daquela menina cheia de maluquice (ou malluzice) era muito distinta do que eu esperava. Acabei entendendo o quanto estamos presos em estereotipos do que devemos ser e do que esperam que sejamos.

Com essa evolução na minha perspectiva diante da imagem e do trabalho musical da Mallu, hoje posso dizer que sou uma admiradora das suas composições e cantorias. E morro de amores pela imagem dela também. O último álbum Pitanga foi um sucesso e eu já sei decoradinho. Agora, o novo projeto é a Banda do Mar: parceria com Marcelo Camelo e Fred Ferreira, com direito a acordes de rockizinho e letras carinhosas. Por enquanto é só amor. Olha só que delícia essa música:

Então hoje gostaria de fazer essa singela homenagem e parabenizar uma menina tão talentosa que me fez crescer como pessoa e me embala nas suas doces canções. Feliz vida, Mallu! <3 hihi

Aaah, separei algumas das fotografias da Mallu que mais amo, todas em preto e branco. Algumas foram capturadas pelo Marcelo Camelo, e por isso trazem uma sensação tão gostosa de naturalidade e alegria. Lembro que busquei as fotos no Flickr dele e as demais foram todas da fanpage da cantora.

Espero que vocês também se encantem.

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Vocês conheciam a Banda do Mar? Gostaram?

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Garanhuns: cidade do amor, música e drinks

Acabei não contando como foi a viagem que no post anterior falei com tanta ansiedade. Eis um pouco da percepção maravilhosa que tive sobre esse final de semana inesquecível!

Fui com mais quatro amigos, todos animados pra chegar à cidade fria dentro do Nordeste. Na estrada, já conheci alguns artistas que nunca tinha ouvido falar, e fiquei me encantando com a paisagem diferente que estou acostumada a ver na cidade: longos pastos e muito verde. O céu apresentava uma nuvem espessa que ameaçava chover de instante em instante. Em outras épocas, eu diria que era mau tempo. Mas hoje comecei a mudar um pouco a perspectiva, e com isso pude ver a beleza das gotinhas que começaram a cair em alguma cidade entre Recife e Garanhuns.

Não paramos pra fazer xixi (e isso resultou num corre-corre enorme quando chegamos à casa alugada), mas fizemos um stop para dividir a gasolina e depois comprar uns morangos e tangerinas no caminho. Quando finalmente chegamos, demos pelo menos umas três voltas pra achar o lugar certo. Nossa informação estava desencontrada: o GPS nos dizia um lugar e as instruções da dona da casa falavam em outro. Depois me muito encher a bexiga, achamos a bendita casa, simples e misteriosa. Abrimos com um clique e logo em seguida vimos uma escada que nos levava diretamente para o 1º andar. A primeira coisa foi procurar quartos e banheiros. Jogamos nossas malinhas e fizemos cara feia pra o grupo da semana passada, que deixou uma cozinha nojenta e molhada. Forçamos-nos a fazer uma mini faxina, com vassourinha pra jogar fora o pó e sacolas para embalar papéis nada higiênicos. Não dá pra esperar gentileza sempre. Ou, em outras palavras: nem todo mundo pensa no uso que outros farão de determinado lugar. É por isso que continuo tendo vontades assassinas quando estou no ônibus e vislumbro um saco de salgadinho voando para o asfalto, ou papéis de chiclete nos assentos. Mas enfim, isso daria uma postagem inteira e eu quero falar de coisa boa.

Pensamos em organizar tudo e previmos que chegaríamos a fim de apenas dormir. Começamos a dispor nossas bolsas em lugares estratégicos e usamos a força pra encher nossos colchões de ar. Aí começou o imprevisto: no meu colchão, faltava uma válvula primordial. Resultado: eram sete horas da noite e o chão frio já estava me aguardando. Saímos loucos atrás de lojas, e depois de usar o GPS e fazer perguntas aos transeuntes, chegamos a três lojas diferentes. As duas primeiras nos assustaram dizendo que não vendiam o objeto, ou já tinha acabado o estoque. Um dos vendedores ainda falou: acabamos de vender o último. Comecei a me culpar por não ter conferido o colchão antes de chegar à cidade… Os cidadãos tinham avisado que tudo fechava às 18 ou 19h, aí o pânico começou a ficar maior. Até que encontramos uma Americanas, que fechava às 20h, e que vendia o bendito do colchão! Desembolsados R$50 que não estavam necessariamente no orçamento, voltamos pra casa felizes da vida. Ah, quando voltamos nos deparamos com dois rapazes que iriam dividir a casa, eles decidiram ficar no 2º andar e a gente no primeiro.

Aí sim pudemos iniciar os trabalhos. Nessa noite, fomos para duas atrações: Palco Pop e Palco Mestre Dominguinhos. No primeiro, vi ao vivo uma banda que conhecia umas duas músicas pelo Youtube, graças a um amigo que chamo de enciclopédia musical. A banda se chama O Terno. Os caras fazem rock’n roll, são de São Paulo e eu os considero muito criativos. Vou deixar uma música e clipe que eu acho bem divertidos pra vocês conhecerem:

https://www.youtube.com/watch?v=YF261dUvya0

Tava fazendo bastante frio e adorei vestir o casaquinho de couro. Sofri por não ter alguma botinha, ia ter ficado mais legal e melhoraria nos pontos em que tinha barro e poças de água. Ah sim, choveu um pouquinho. Depois partimos para a Praça Guadalajara, onde tinha o Palco Dominguinhos, mas não me lembro de termos curtido nenhum show. Nesse dia rolou de forma inédita vinho, mas meu fígado não achou uma boa ideia. Não tenho costume de tomar e em pouco tempo já estava sendo um Alien duplicado. Decidi deixar o outro dia pra as brejas mesmo. Como não tinha nada legal na praça, pensamos em ir a uma festa que sempre acontece em Recife e Olinda. Mais uma vez pouca gente conseguia informar as coisas e a gente ficou tentando usar a internet pra achar o evento. Quando enfim achamos a Loloteria, vimos que era gratuita! UHUL

A festa tinha uma vibe mais intimista, alternativa e com músicas bem diferentes do festival. Tinha um DJ famoso que eu não faço ideia de quem seja. Também não conhecia quase nenhuma música que tocou… Serviu pra a gente dançar um pouco e conversar. O local era interessante, pois as paredes eram bastante riscadas e as luzes agitadas causavam dificuldade na leitura dinâmica das frases. Fiquei um bom tempo lendo a casa. Quando a gente cansou da festa estranha com gente esquisita, pensamos em descansar e pegamos um táxi que deu bem baratinho.

E aí chegou o sábado. Sério, eu não preciso dormir de edredom, já que não tenho ar-condicionado e meu quarto é um forninho. Acordar quentinha embaixo das cobertas é bom demais… A viagem em si já foi fantástica apenas pela anormalidade de temperatura que eu estava sendo exposta. No sábado passamos o dia numa preguiça incrível e dormir foi um dos pontos turísticos da cidade, hahaha. À noite, com mais ânimo, nos arrumamos de novo e fomos andando para as praças pra conhecer mais gente da música.

No Palco Pop, teve Ylana Queiroga e Maria Alcina, ambas divas que tive o privilégio de conhecer. Ylana é pernambucana e tem uma voz excelente e muita presença de palco. Saí apaixonada e já escutei o álbum inteiro umas duas vezes. Sinto uma alegria sem precedentes ao escutar um vozeirão cantando com meu sotaque, minhas gírias, meu jeito de falar. O Nordeste tem bastante artista talentoso, porém o grande foco continua sendo a produção de outras regiões do país. Então quando me sinto próxima aos artistas daqui, há mais identificação, e um orgulhinho se agita no peito. Isso sempre ocorre com produções cinematográficas recifenses. Qualquer dia falo pra vocês sobre O Som ao Redor ou Tatuagem. Ah, sobre Maria Alcina (a cantora é super famosa há bastante tempo e eu não conhecia), já gostei da voz imponente e do vestuário: ela chegou com um troço de penas super chamativo na cabeça e um vestido longo. Super exótica, haha. Bom, é melhor apresentar um pouco das duas em forma de músicas. Escolhi as que mais gostei e espero que vocês curtam também:

Duas de Ylaninha porque sim:

http://www.youtube.com/watch?v=s91UMtroxQU

http://www.youtube.com/watch?v=PMhS6AdtAtM

E Maria Alcina, uma figura:

http://www.youtube.com/watch?v=pndWv2yweuU

Esse já era o último dia de Festival de Inverno de Garanhuns, e os artistas da Praça Guadalajara que assisti ao show foram Siba, um monstro cantor, compositor e músico pernambucano, e depois Del Rey e Titãs. Com algum atraso nos brinquedinhos da praça, em especial a pistola na qual milagrosamente e talvez com alguma lembrança de CS na adolescência, acertei todos os alvos, a gente viu alguma parte do show de Siba e Azougue Vapor: bem lindo, bem cheio de sotaque, cheio de sorriso, cheio de malemolência. Depois Del Rey veio para dançar. Aquele China é um sedutor. Requebrou-se até dizer basta, jogou os cabelos pra todos os lados do palco e agitou demais a galera. Nunca tinha assistido a um show dos caras e realmente me surpreendi positivamente, já que tinha um abusinho do cantor. Pra finalizar, teve Titãs. Já não sei quantos shows já assisti, mas é sempre bem divertido. As músicas célebres embalaram meu coração e algumas vezes me transportei para algumas lembranças antigas. As músicas mais agitadas me obrigaram a entrar em rodinhas punk. Saí ilesa!

 Pra ilustrar um pouquinho, eis algumas das fotos publicáveis desse final de semana gostoso:

UM

TRÊS

CINCO

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QUATRO

SEIS

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NOVE

DEEEZ

Alguém aí viajou? Tá planejando? Me conta!

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Pegue sua mochila e venha pra o Festival de Inverno de Garanhuns

Imagina você dar uma parada na sua rotina pra conhecer uma cidade nova? E a sensação de fazer a mala, tendo que lembrar de tudo e recapitulando os locais que podem ser visitados, sabe como é? Depois de alguns meses bem sedentária no quesito viagem, estou de volta! Mas em um curto período (o que não deixa de ser maravilhoso)! <3

A próxima parada é Garanhuns! Eu moro pertinho dessa cidade, que também fica aqui em Pernambuco. Porém nunca coloquei meus pés alienígenas por lá. Esse ano, com a oportunidade de ficar em uma casa aparentemente legal e pertinho das atrações do FIG (Festival de Inverno de Garanhuns), estou indo de mala e cuia com muita ansiedade pra conhecer os cantos de lá e ficar com frio. Estou acostumada a viagens um pouco mais longas do que três dias, então pensei em listar os itens que decidi colocar na malinha – pra não levar demais, nem esquecer de nada. Dividi em dois espaços: a mala e a mochila das costas.

O que levar na malinha (para três dias de viagem, hospedando-se em uma casa apenas com geladeira e fogão):

  • Itens de higiene como escova de dentes, pasta, toalha de banho, desodorante, sabonete, shampoo e condicionador (aproveito para usar aquelas amostras grátis);
  • Perfume e hidratante;
  • Roupas: como vovó dizia, tenho que levar pelo menos umas quatro “mudas” e um pijaminha apresentável, além de pelo menos 1 par de meias para o friozinho da noite. Lembrar de enrolar as roupas pra caber dentro da mochila e usar os conhecimentos de Tetris para organizar tudo!
  • Roupas de baixo;
  • Um ou dois casacos;
  • Sapato e sandália;
  • Colchão;
  • Lençol, edredon e travesseiro;
  • Comidinhas pra casa: chás, chocolate, biscoitos, frutas, etc;
  • Sacolinhas plásticas (pra roupa suja e afins);
  • Guarda-chuva e capinhas.

O que levar na mochila de costas:

  • Remédios;
  • Óculos de Sol;
  • Fone de ouvido;
  • Óculos de grau;
  • Livro
  • Carteira: dinheiro, cartões de débito e crédito, cartão de saúde e identidade;
  • Celular e carregador;
  • Câmera;
  • Comidinhas rápidas (pra a ida e a volta de carro);
  • ÁGUA (terríveis lembranças de uma alien com pedras nos rins).

Está tudo aí? <3

O Festival de Inverno de Garanhuns é o que incentiva muita gente a pegar a estrada nesse período. O evento é célebre por trazer atrações incríveis como exposições de arte, espetáculos de dança, circo, mostra de cinema e shows gratuitos. É a manifestação da cultura fervendo em chuvas e temperatura baixa! A programação completa pode ser acessada nesse link. Em se tratando de música, esse ano a cidade recebeu alguns nomes como Vanessa da Mata, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, Marcelo Jeneci, Céu (Catch a Fire), Zé Ramalho, Otto, Nação Zumbi, Academia da Berlinda e Alceu Valença. Imagina a emoção que deve ter sido de quem foi? Queijo, vinho e música, que tal?

No final de semana que irei, terá Fábio Júnior na sexta (gente, ele ainda canta?) e Siba e Titãs no sábado, entre outros. Tomara que não chova o/

E vocês, também vão pra o FIG? Já foram? Têm alguma dica?

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Ela

Olá! Tudo certinho? Espero que sim! <3

Bom, depois desse longo hiato, voltei com um filme maravilhoso para vocês. Acho que todos já ouviram falar, pois ficou bastante conhecido desde sua estreia – por indicações ao Oscar e prêmios conseguidos. Ou pelo belo cartaz. Garanto: é um filme que você precisa ver antes de morrer (já vou apelando), e tem aquele potencial de se tornar um queridinho na sua lista. Baixei no The Pirate Bay, com uma qualidade ótima e vi no BSPlayer. Espero que já tenham assistido para comentar, ou vejam para seus deleites.

ELA (Spike Jonze, filme americano de 2013)

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Simplesmente apaixonante e sugestivo para o futuro. O diretor já tinha chamado a minha atenção com o incrível “Quero ser John Malkovich”, de 1999, que conta uma história excêntrica e envolvente de pessoas que conseguem entrar na mente do ator de mesmo nome do filme. Mas Spike Jonze agora arrancou lágrimas e ficou com o meu coração dessa vez. O filme poderia ser classificado com as seguintes categorias: romance e ficção científica, mas acho simplório pra o alcance da história.

Theodore (o maravilhoso Joaquin Phoenix) inicia o filme lendo um texto que fez para um cliente, já que seu trabalho é ser escritor numa empresa especializada em mandar cartas manuscritas para agradar as pessoas. O acontecimento central é a inusitada paixão que ocorre entre Theo e seu recém adquirido Sistema Operacional, que irá se chamar Samantha (na voz da talentosa Scarlett Johansson). O decorrer das cenas revela a solidão e melancolia que o protagonista vive depois da recente separação de Catherine, espetacular e lindíssima Rooney Mara (ééé, aquela mesma que fez alterações drásticas visuais no filme “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, de 2011), além de mostrar a fofa amizade com a Amy (Amy Adams). As etapas do relacionamento de Theo e Samantha são pinceladas naturalmente, com todas as primeiras descobertas, as trocas de confidências, de preferências, a crescente intimidade… As sensações que o filme causa são uma explosão de sentimentos. E o filme é sobre relacionamentos, e cada um terá uma interpretação super peculiar depois de assistir. Isso tudo a despeito da grande sacada do filme: Samantha, por mais verossímil que seja, é uma inteligência artificial.

A fotografia do filme é impecável, com muito vermelho nas roupas, nos detalhes, nos lugares. Em contrapartida às cores quentes, o clima do filme continua fortemente melancólico e um pouco tecnológico demais, talvez artificial, acentuando temas que são trabalhados ao longo da narrativa. A cidade parece super moderna, e se passa em Los Angeles, mas condiz exatamente com a região atualmente. Descobri que as cenas também foram gravadas em Xangai, e por isso a arquitetura tem uma peculiaridade e consegue nos levar pra a época de Theodore. O figurino de Theo é encantador. Beeem hipster, sabe? Certamente se eu visse um cara daquele, me apaixonaria pelos olhos azuis, pelo bigodinho e pela escolha de roupas retrô. As calças de cintura alta, camisas xadrez, camisas pólo e os paletós conflitam com o clima futurista da história. E isso é outro detalhe especial do filme.

O excessivo uso de smartphones no cotidiano me fez achar que o filme não é assim tão vanguardista, pois já vivemos nesse meio em que pessoas se relacionam diariamente com máquinas. E que o relacionamento virtual às vezes se sobrepõe ao real. Exemplo disso é quando estamos em uma mesa de bar com os amigos e preferimos trocar ideia com quem não está ali. Decerto ainda não temos algo tão potente que consiga imitar as características complexas dos seres humanos, mas as relações já nos causam distanciamento com o tanto de rede social que, na teoria, aproximam as nossas vidas. Esse meio, que por vezes faz o contrário – nos distancia dos outros -, seria perfeito para estimular pessoas solitárias a encontrar companhia em sistemas pagos e caros. Não que o filme incite exatamente essa discussão, mas ele supõe que, um dia, a máquina poderá ter um desempenho humano sem precedentes. E é interessante ver como ele aborda o crescimento de Samantha. A sua genialidade chega a se incomodar pelo fato de não ter um corpo, não ser uma pessoa de verdade, mas logo vê a vantagem de poder compreender trilhões de assuntos e sua capacidade de transcender.

Vale muitíssimo a pena ser vulnerável às sensações de “Her”. E acabar se apaixonando. <3

I think anybody who falls in love is a freak. It’s a crazy thing to do. It’s kind of like a form of socially acceptable insanity.

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Fotos do site oficial do filme.

Esse também mexeu com vocês? Alguma indicação?

Conta aí! ♡

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Delírios surrealistas de Ana Lu

Fiquei com vontade de apresentar uma pessoa para vocês. Antes disso, gostaria de dizer que acho muito bacana divulgar trabalhos legais de gente que mora aqui, na minha cidade. E de pessoas que não são extremanente famosas e que fazem um trabalho ímpar que deve ser reconhecido. Ou pelo menos conhecido! Por causa disso, espero trazer artistas inéditos pra pertinho do blog da Alien. Já tinha começado essa ideia na coluna blogs da semana, mas agora haverá abrangência para todo tipo de manifestação interessante.

Quero que vocês conheçam Ana Lu, a menina de cabelos vivos. Ela decidiu fotografar gente por aí.

Conheço Ana Lu de vista, bares, festas, facebook. Essa estudante de cinema recifense decidiu expor umas imagens que jorram maravilhas na tela do meu computador desde que comecei a seguir a página. São fotos delicadas, que parecem ter sido feitas com muito esmero e uma quantidade grande de ideias bem aproveitadas. A natureza parece permear sempre nas criações, além de algumas investidas manuais em cima das fotografias já reveladas. Outro destaque que percebo e gosto muito são as expressões das pessoas: olhos semicerrados, completamente fechados ou escondidos.

Sem mais delongas, escolhi algumas imagens do incrível começo de trajetória dessa fotógrafa talentosa. Espero que gostem tanto quanto eu! <3

Sinceramente já estou ansiosa pelas produções seguintes!

Se também gostou e quiser ver mais fotografias, pode seguir a fanpage e o instagram da Ana Lu. Continua inspirando, menina! <3

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Heey, também navego por aqui!

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Cinema da semana #01

O filmow é minha lista de séries e filmes assistidos desde agosto de 2012. Isso significa que na minha vida já passei pelo menos 12 dias ininterruptos na frente da televisão, computador ou na salinha de cinema! <3

Considerando que tenho uma memória maravilhosa e intacta por lá, pensei em trazer dicas de bons filmes para vocês. Ganho ao relembrar das sensações experimentadas com as películas. Com isso em mente, certa vez, tirei o dia para ver todas as páginas que coleciono por lá, e fui dando print nos cartazes dos filmes que pensei: as pessoas precisam ver essa história! E esse final? Ai, e a fotografia?

O resultado foi cerca de 60 filmes que eu gostaria de indicar pra alguém, dos quais apresentarei no máximo 5 e no mínimo 2 por post, pra ninguém ficar cansadinho. Espero que vocês gostem! hihi

DRIVE (Nicolas Winding Refn, filme norte-americano, 2011)

Como faço questão desde muito tempo, assisti a Drive sem saber de quase nada. Vi que o lindo Ryan Gosling estaria estrelando o papel principal, e que haveria a participação da Carey Mulligan, atriz que cultivo amor e ódio ao mesmo tempo. Além disso, uma amiga cinéfila que confio muito tinha indicado, então já considerei que não seria um filme bobo de ação, com carros velozes e caras sarados.

A história mostra a vida de um homem solitário, que ganha dinheiro sendo mecânico, dublê de filmes de Hollywood e motorista de fuga para bandidos. O detalhe desse último job é que ele dá cinco minutos de tolerância para os comparsas. Depois disso, você vê que “motorista” é uma palavra errada. Ele é um piloto talentoso. Carey Mulligan entra na história fazendo o papel de Irene, vizinha casada e mãe de um filho pequeno. As histórias se entrelaçam quando Ryan, que vira um amigo da moça, decide incluir o marido de Irene, recém saído da prisão, num assalto. O filme tem cenas fortes de violência e crueldade e surpreende pelas técnicas usadas na filmagem. A estética dos anos 80, o perfil de poucas palavras (e muita expressão) do personagem de Ryan e o drama misturado com a ação te perturbam de um jeito diferente. Achei o filme peculiar nesse sentido, impactante e silencioso. A trilha sonora maravilhosa fecha o conjunto da obra que foi inspirada em um romance de James Sallis.

ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA (Marcelo Gomes, filme brasileiro, 2012)

Assisti a esse filme no Vivo Open Air, que passou aqui em Recife (PE). No dia da exibição do longa, também teve show de Karynna Spinelli e Seu Jorge. Foi uma experiência deveras gratificante assistir a céu aberto um longa pernambucano. Antes do filme começar, a própria protagonista, Hermila Guedes, fez presença no palco agradecendo a participação do público e dizendo que estava nervosa com a estreia. É sempre uma experiência ímpar prestigiar filmes feitos aqui de dentro do Estado: na esquina da minha casa ou nas ruas da cidade. Imagine ver na tela de cinema uma ficção se desdobrando no bar que você já frequentou, ou naquele prédio do seu amigo. Imagine um colega seu participar do elenco do filme? Aconteceu o mesmo com O Som ao Redor, mas isso já é história pra outro post.

O enredo apresenta uma psiquiatra, de 24 anos, que acabou de se formar em medicina. Verônica começa a sua vida profissional, num hospital público, e escuta o dia inteiro confissões e agonias dos pacientes. Sendo que a própria personagem se encontra um pouco perdida em diversos aspectos, e em suma o que se vê é uma crise existencial sobre o que ela quer da vida. Enquanto não descobre, há o mar para acalmar os demônios e o sexo como válvula de escape. Se você fica impaciente com filmes que não têm respostas, é melhor evitar assistí-lo. O objetivo do diretor foi justamente focar em um perfil real que muitos jovens desempenham na atualidade, por isso acabei gostando do longa, ao me identificar com as incertezas de Verônica. Escolhi o teaser do carnaval para ilustrar esse filme. Para quem nunca foi ao carnaval de Olinda, pode vislumbrar um pouco da euforia dos foliões:

Fiz uma micro playlist da trilha sonora dos filmes supracitados no meu grooveshark. É só clicar aqui pra escutar as músicas que selecionei.

Imagem tirada do Pinterest.

Também tem dicas de filmes? Me conta! ♡

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Orphan Black (o seriado que você precisa ver)

Fazia tempo que um pilot não me deixava vidrada e ansiosa pelo próximo capítulo. Comecei a assistir Orphan Black e estou viciada na história de Sarah, e no quanto ela consegue se meter em enrascadas.

Tudo começa deveras intrigante: Sarah chega à sua estação e desce do trem. Enquanto está lá, aproveita pra fazer uma ligação, e ali o telespectador já se depara com uma questão familiar não resolvida. Pelo canto do olho, Sarah percebe que tem uma mulher andando de um lado pro outro na plataforma. Ela se detém nos movimentos e a moça de costas, aparentemente agoniada, retira a bolsa dos ombros e pousa no chão, assim como os sapatos. Enquanto ela deixa os objetos lá, Sarah vai se aproximando, como se houvesse um ímã naquela situação curiosa. Há o momento em que a moça parece decidir mentalmente algo, e Sarah vislumbra seu andar em direção aos trilhos do trem, perplexa. Os olhos das mulheres se encontram por frações de segundo, antes do pulo fatal. O trem chega em pouco tempo e destrói a vida daquela estranha. Porém, a parte mais esquisita não é Sarah testemunhar um suicídio. Era a mulher ser idêntica a ela.

O primeiro episódio apresenta a personagem principal, e a coragem de quem não tem nada a perder. Você vai enfrentando as mesmas dúvidas de Sarah, e mil teorias começam a pipocar em sua mente. Além dela, tem o seu amigo inglês super cativante, Felix, o ex-namorado drug dealer e sua filhinha pequena que está com a Sra. S., que não suporta o comportamento irresponsável recorrente de Sarah.

É uma série de tirar o fôlego. A ânsia de mais esclarecimentos é o que move o acompanhamento, além das surpresas a cada minuto e das atuações incríveis da atriz Tatiana Maslany, que se desdobra habilidosamente para criar diversos personagens. Ainda estou assistindo e espero não me decepcionar. Mas garanto que o começo está muito bom! Ah, ela tem duas temporadas e quem tem Netflix já pode acessar :)). Não vou me alongar para você se surpreender também.

Só mais uma coisa: é preferível assistir com uma qualidade legal, já que a filmagem é estupenda e cheia de efeitos que corroboram com os sentimentos da história.

UPDATE (26/06): Demorei mas terminei. E meu Deus, que série incrível! Vejam, vejam! HAHAHA

Ilustrações do Google e daqui.

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E vocês, alguma recomendação? ♡

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