Interestelar

Vocês já viram Interestelar? Bom, eu já adicionei aos meus favoritos do filmow, pois fiquei apaixonadíssima e quero ver de novo, de preferência em uma sala com mais potência!

É um filme que mostra o comportamento humano diante do caos. Os personagens são bem trabalhados e a personalidade de cada um interfere diretamente nos resultados da viagem. É emocionante, silencioso e incrível. As filmagens também foram cuidadosamente pensadas para você ficar submerso naquele cenário. Todas as cenas no espaço me deixaram apreensiva e deslumbrada. Esse é mais um filme de Christopher Nolan para bagunçar sua cabeça. Falo isso por causa de, por exemplo, a história de “A Origem”.

O problema central, que motiva toda a viagem ao espaço, são as pragas que estão destruindo a produção de alimento. É um paradoxo: tanta tecnologia, tanto conhecimento e nada que seja o suficiente para o mundo não acabar. Eis um dos temas centrais que deixa todo mundo agoniado: apocalipse. São tempestades de areia agoniantes e a cada ano mais algum alimento é erradicado pela praga.

Entre os personagens principais, temos Matthew McConaughey, que faz Coop, o agricultor resmungão. Ele na verdade é um astronauta não atuante que passa todo o conhecimento que tem para a filha mais nova, Murph, interpretada por Mackenzie Fox na infância e por Ellen Burstyn quando adulta. Minha irmã disse que a atriz pequena é a filha de Bella da trilogia Crepúsculo. O amor da minha vida, Anne Hathaway, também vem com seus cabelos curtos e sorriso rasgante para dar vida à cientista Amelia Brand. Bem no início vemos Coop chegar à Nasa e por isso fazem o convite para uma expedição que pode salvar a humanidade. Coisa simples, corriqueira. Corta o coração assistir ao abandono dos filhos para um “bem maior”. O objetivo da Nasa é encontrar novos planetas que possam acolher a população mundial. Mas sabemos que no Sistema Solar já está comprovado cientificamente que não tem planeta viável, não é? Então Cristopher Nolan começa a nos enlouquecer com alguns tópicos da astrofísica.

Um dos temas citados é o buraco de minhoca. Entenda: no Sistema Solar, não tem planeta que podemos, além da Terra, habitar. Você faz o quê? Vai para outra galáxia, claro. O wormhole é uma espécie de portal que permite que duas regiões distantes espacialmente se tornem mais próximas. Tem uma cena que tenta explicar esse conceito, que ainda não é cientificamente comprovado: dobre uma folha de papel ao meio e passe uma caneta através dela. A folha é o espaço. Um ponto de um dos lados dela é a Terra; um ponto do outro lado é uma galáxia distante. O furo que você fez com a caneta é o buraco de minhoca. Veja como ele diminuiu a distância entre os dois locais. E é isso que os tripulantes pensam para tentar desempenhar o plano deles.

Outro conceito explorado no filme que a gente estudou no ensino médio é sobre a dilatação gravitacional do tempo. Ele está ligado à relatividade do tempo. O funcionamento desse conceito comprovado nos diz que “em regiões de forte influência da gravidade, o tempo passa de maneira mais lenta em comparação com regiões de menor atração gravitacional, como é o caso da Terra.”. Ainda existem outros conceitos no filme que eu não entendo bulhufas, mas dá pra acompanhar a narrativa até o fim, considerando realidades de cinco dimensões e buracos negros.

A ficção sempre está ligada à realidade, mesmo as mais fantasiosas. Ainda não tem praga pra nos castigar, então fazemos o contrário: eis que vivemos em um mundo que produz comida para 12 bilhões de pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), quando no planeta habitam sete bilhões. Conclusão simples? Tem comida. Então, por que uma em cada sete pessoas no mundo passa fome?

Pra corroborar com esses dados, uma situação curiosa aconteceu no final do filme. Quem já foi comigo ao cinema já sabe: fico até o final dos créditos. Adoro escutar toda a trilha sonora, gosto de ler quem participou da produção, gosto de ser a última a sair. Coisa minha.

Bem no finalzinho, quando as luzes ainda estavam apagadas, duas crianças entraram. Sorrateiras. Não dei tanta atenção, pois ainda estava focada na tela. Depois percebi que os meninos estavam rindo baixinho enquanto procuravam no lixo alguma comida. Tentavam achar copos de refrigerante e restos de fast-food. Tinham roupas surradas e cabelos desgrenhados. Em menos de um minuto, o segurança entrou e surpreendeu os garotos, que saíram correndo escutando os berros do funcionário. Não conseguiram levar nada. E eu fiquei lá, estatelada, sozinha, tentando tirar os nós que Nolan tinha colocado com a astrofísica e comparando com a cena triste e real que assisti.

Fotos tiradas do IMDB.

O que vocês acharam do filme?

- – – – – – – – – – – – – – 

Como encontrar um Alien:

Facebook | Instagram | Filmow | Twitter | Flickr | Pinterest | Weheartit

yeah1

RECIFEST: Festival de Cinema da Diversidade Sexual

Eis que temos esse ano a segunda edição do RECIFEST. Esse evento, totalmente gratuito e bastante conscientizador, é um festival de cinema da diversidade sexual. Mais do que isso. O festival é pioneiro ao se dedicar à temática LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) em Pernambuco. O segundo ano do festival conta com mais notoriedade, trazendo uma programação de 39 filmes de dez países. Serão dos dias 11 a 15 de novembro no Cinema São Luiz, aqui em Recife. Vamos? <3

Tudo começará com o concerto da Orquestra de Sinos – Grupo Txaimus, do Departamento de Música da UFPE, organizada por Flávio Medeiros. Depois, haverá a exibição do longa “São Paulo em Hi Fi” (Brasil, 2013), de Lufe Steffen, documentário histórico que resgata a era de ouro da noite gay paulistana, fazendo uma viagem pelas décadas de 1960, 70 e 80 – a bordo das lembranças de testemunhas do período, trazendo à tona as casas noturnas que marcaram época, as estrelas, as transformistas, os heróis, e até os vilões: a ditadura militar e a explosão da aids.

Além do concerto, haverá curtas estrangeiros, animação, filmes, e também oficinas, como Drag Queen Curso, ministrada pelo ator Zé Carlos Gomes no delicioso Café Castro Alves (as vagas já estão esgotadas, era free) e oficina de Figurino com Beto Normal. A programação também contempla competição de curtas, homenagens e debates, como o movimento Mães Pela Igualdade, que será homenageado, e ainda terá uma exposição de fotos no mezanino do Cinema São Luiz.

Sobre os especiais: dando continuidade à parceria iniciada em 2013, o Festival Diversidade em Animação – DIV.A traz um programa especial de nove curtas em diversas técnicas, stop-motion ao 3D, de seis países. O festival acontece há seis anos no Rio de Janeiro. No mesmo dia será exibida uma mostra de quatro curtas estrangeiros, em parceria com o Rio Gay Festival. A seleção é do curador dos festivais, Alexander Mello.

Encerrando o festival, será exibido o longa documentário “Famílias por igual” (Argentina, 2013), com a presença dos diretores, Rodolfo Moro e Marcos Duszczak. Nele, famílias compostas por dois homens ou duas mulheres, além de jornalistas, psiquiatras e advogados, são entrevistados sobre os direitos das famílias homoparentais.

Copiei a programação para a gente marcar na agendinha. Olha só:

Programação

Terça-feira (11)

19h30 – Apresentação do Grupo Txaimus

Filme de abertura: São Paulo em Hi-Fi (Brasil, 2013, 100 min), de Lufe Steffen

Quarta-feira (12)

19h30 – Performance de Isabelle Gusmão

Curtas estrangeiros

En Homo I Marrakech (Noruega e Marrocos, 2014, Documentário, 14’), de Bård Føsker

Housebroken (EUA, 2013, Ficção, 14’45’’), de Wade Gasque

Miniaturas (Espanha, 2014, Ficção, 17’), de Vicente Bonet

Alaska is a Drag (EUA, 2013, Ficção, 3’42’’), de Shaz Bennett

Mostra DIV.A – Diversidade em Animação

Benjamin’s Flowers (Suécia, 2013, Animação, 12’), de Malin Erixon

Change Over Time (EUA, 2013, Animação, 7min 14’), de Ewan Duarte

Lay Bare (Reino Unido, 2012, Animação, 6’), de Paul Bush

SHIFT (EUA, 2012, Animação, 5’), de Juan Carlos Zaldivar

When Boy Meets Boy (EUA, 2013, Animação, 3’48’’), de Joe Phillips

Ink Deep (Canadá, 2012, Animação, 2’20’’), de Constance Levesque

Sounds Look Feel (Canadá, 2013, Animação, 1’47’), de MELD

The Egg (Austrália, 2013, Animação, 10’), de Tonnette Stanford

A Chave do Armário de Ethan (Brasil, 2013, Animação, 3’), de Alan Nóbrega

Quinta-feira (13)

19h30 – Performance de Henrique Celibi

Mostra competitiva de curtas pernambucanos

A ÚLTIMA FRUTA (PE, 15’), de Ariana Pacheco

ALL YOU NEED IS SEX (PE, 1’), de Luiz Melo

AMOR OBJETO (PE, 1’), de Rayana França

AMOR SUSTENTÁVEL (PE, 6’), de Patrícia França

CANTOS DE OUTONO (PE, 13’), de André Barbosa

CASA FORTE (PE, 11’), de Rodrigo Almeida

INSTINTO (PE, 1’20’’), de Ingrid Soares

MANDALA NUM COMPASSO DIFERENTE (PE, 8’), de Iane Mendes

POWER CHARQUES (PE, 1’), de Rafaela Cavalcanti / Fernanda Xavier / Sara Régia

RECIFE XXI (PE, 10’), de Sócrates Alexandre (Sosha)

(TRANS)PARÊNCIA (PE, 16’), de Igor Travassos

TU (PE, 12’), de Thiago Mercês

VALLERIA BRASIL (PE, 13’), de Almir Guilhermino

Sexta-feira (14)

19h30 – Performance de Henrique Celibi

Mostra competitiva de curtas nacionais

ANTES DE PALAVRAS (SP, 13’), de Diego Carvalho

CANCHA – ANTIGAMENTE ERA MAIS MODERNO (PB, 18’), de Luciano Mariz

DELIRIUM (SP, 16’), de Victor Reis

DENTRO (SP, 15’), de Bruno Autran

MERINTHO (GO, 7’), de Cristiano Sousa

O CLUBE (RJ, 17’), de Allan Ribeiro

O CORAÇAO DO PRÍNCIPE (SP, 14’), de Caio Ryuichi Yossimi

OVO DE COLOMBO (RS, 15’), de Guilherme Mendonça e Marcos Haas

SAILOR (RN, 13’27’’), de Victor Ciriaco

SEM TÍTULOS (BA, 3’), de Leticia Ribeiro e Ronne Portela

SOBRE A PELE E A PAREDE (RS, 11’), de Laura Kleinpaul e Henrique Larré

TODAS AS COISAS QUE EU NÃO TE DISSE (PB, 16’), de Carolline Taveira

Sábado (15)

19h30 – Cerimônia de premiação

Filme de encerramento: Famílias por igual (Argentina, 2013), de Rodolfo Moro e Marcos Duszczak.

Um resuminho pra ninguém se perder!

O que fazer essa semana: Correr para o 2º Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual  

Quando: de 11 a 15 de novembro de 2014  

Onde: Cinema São Luiz (Rua da Aurora 175 – Boa Vista)  

Informações: http://www.recifest.com.br

Entrada: F R A N C A <3

E você, vai perder?

- – – – – – – – – – – – – – 

Como encontrar um Alien:

Facebook | Instagram | Filmow | Twitter | Flickr | Pinterest | Weheartit

yeah1

Rodopios e tapas na cara

Certa vez estava em uma festa, e revi uma amiga. Fazia tempo que não nos falávamos e, apesar de na verdade só mantermos um coleguismo encantador, foi uma alegria sincera encontrá-la ali, no meio da pista de dança. Ela me abraçou tão forte e com tanto ímpeto ébrio que fomos rodopiando para a margem do salão. Foi quando minha outra amiga, a que estava me acompanhando na festa, saiu de dentro da multidão dançante e me puxou grotescamente. Fiquei aturdida, sem compreender por alguns segundos o motivo daquela estupidez desnecessária. Mas depois percebi que pela primeira vez eu iria levar uns tapas de uma garota. Minha conhecida estava de romancinho e a companheira, descontrolada e altamente ciumenta, queria me agredir por causa de um a b r a ç o e s t i l o p e ã o. Todas passam bem.

Valeu por me salvar, B.

Ciúme, é você?

- – – – – – – – – – – – – – 

Como encontrar um Alien:

Facebook | Instagram | Filmow | Twitter | Flickr | Pinterest | Weheartit

yeah1

Universo Paralello e Terra em Transe, por Terê

Eu amo divulgar o trabalho de gente talentosa da minha cidade, como já falei aqui nos delírios surrealistas de Ana Lu. Dá aquela alegria de ver alguém fazendo o que ama e desempenhando muitíssimo bem esse papel. Acredito bastante no reconhecimento e é isso que busco levar às pessoas que têm o que mostrar. Espero que vocês também compartilhem comigo mais gente maravilhosa de outros cantos do Brasil.

Conheci a Terê numa festa linda e saudosa há alguns anos. Não sabia que a menina de apelido doce e olhos marcados pelo delineador de gatinho era uma fotógrafa exemplar. Lembro que no dia do evento ela levou um filtro que deixava a foto bem interessante, já que tinha o efeito de prisma. Depois, adicionando a Terê nas redes sociais, pude vislumbrar o trabalho dessa petrolinense talentosa.

O trabalho fotográfico de Ana Teresa Quesado é plural, mas em cada foto ela já consegue enraizar o seu estilo Terê of life de ver o mundo.

Selecionei as fotos do Flickr dela, por causa da resolução, mas o instagram é repleto de maravilhas também. Indico demais ficar sempre atualizada com esse feed amor.

A princípio, pensei em fazer só uma postagem da Terê, mas vi que era melhor criar pelo menos duas, já que ela tem muitas fotos de um festival que promete ser incrível: O Festival Universo Paralello. Alguém aí já foi? Depois de ver as fotos e da minha chefe ter participado, deu aquela vontade extra de juntar uma graninha. Quem sabe um dia! Logo abaixo, também selecionei as fotos do Festival Terra em Transe, também eternizado por Terê.

Terê conseguiu capturar um número imenso de cores e formas do festival, sem contar nas expressões dançantes e felizes das pessoas que fizeram parte disso. As edições são a melhor parte de tudo: duas, quatro, oito imagens replicadas em uma mesma foto e uma sensação meio louca. Essa psicodelia inteligente está também em outras fotos da Terê.

Acredito que o ponto principal das fotos da Terê envolvem o olhar peculiar de uma menina de pouco menos de vinte anos, com as manipulações de imagens que dão um significado bem maior ao universo paralelo que se instaura depois dos cliques. É incrível, olhem só:

11871630573_1eab2a16a8_b 11820635363_50d6ac4dea_k 12650284035_1ff9bd1fa6_k 11965012435_1d1bc0e8dc_b 11950826393_6a59cbc1bb_b 11934125353_50c35b3679_b

 8484198106_b35a342546_b 8483134181_7b3f97a583_b 8358709032_b36c5bc07d_b 8650084375_5b5a5e0455_b 8358707520_824995f2ed_b

Olha a Terê aqui: Fanpage | Instagram | Flickr <3

Vocês também gostaram?

- – – – – – – – – – – – – – 

Como encontrar um Alien:

Facebook | Instagram | Filmow | Twitter | Flickr | Pinterest | Weheartit

yeah1

Não seria eu

Se não fossem as várias ideias que nem sempre vem à tona, como a criação de apps de carona ou de fiscalização da prefeitura, não seria eu. Se não fossem os gritinhos ao volante, nas topadas do dedo mindinho ou do quadril ou nos jogos eletrizantes de video game, não seria eu. Se não fossem as crises existenciais ou as dúvidas dificílimas de solucionar, também não seria eu. Se não fosse a fome de ter tudo e a frustração de não conseguir abraçar o mundo, não seria eu. Se não fossem as danças ébrias e as desengonçadas, não seria eu.

Se não fossem os altos níveis de sensibilidade para as coisas erradas e frieza para as certas, não seria eu. Se não fossem os ideais feministas, nunquinha seria eu. Se não fossem os cuidados com meus irmãos e a vontade de orgulhar cada um deles, não seria eu. Se não fossem as brigas com meus pais e o amor incondicional, não tinha como ser eu. Se não fossem as poucas fotos de comida no Instagram e as várias dentro do meu estômago, não seria eu. Se não fossem os planejamentos de intercâmbio, as inúmeras possibilidades e a autossabotagem, não seria eu. Se não fossem as habilidades que o carrinho me deu, como paciência e ousadia, não seria eu.

Se não fossem os pedidos de carona, só pra evitar andar de ônibus, não seria eu. Se não fosse o quartinho arrumado e o guarda-roupa infernal, não seria eu. Se não fosse a fama na empresa e o apelido de ser alienígena, não seria eu. Se não fosse bancar a psicóloga com alguns amigos e ter a curiosidade (e necessidade?) de ir a um profissinal desses, não seria eu. Se não fosse o Recife Antigo, as bikes, as olhadelas e as crianças sendo observadas com tanto carinho por mim, não seria eu.

Se não fossem os medos, nem a mania de ser Jude que carrega o mundo nas costas, não seria eu. Se não fossem as exigências e a vontade de ser rica, não seria eu. Se não fossem as dezenas de livros comprados e não lidos na estante, não seria eu. Se não fossem as noites regadas a cervejas, música e diversão, não seria eu. Se não fossem as fotografias, não existiria eu. E o maravilhoso cinema? Sem chance de ser seu. Se não fossem os sonhos de viver em um mundo melhor, e lutar por isso quase todo dia, não seria eu. Se não fossem a fadiga e o cansaço de viver nesse mesmo mundo que quero mudar, não seria eu.

Esse foi um meme inspirado pela Thay, do Dreams, a qual, por sua vez, se baseou em Analu, que teve um insight na música Capitão Gancho, da Clarice Falcão. Ufa, hahaha. O resultado de todas as criações é tão incrível de ler que dá aquela vontade de tentar também. Tá bom, faz anos-luz que as meninas fizeram, mas quis escrever agora e acredito que o meme seja atemporal. Se quiser tentar, fica à vontade!

E se fosse você?

- – – – – – – – – – – – – – 

Como encontrar um Alien:

Facebook | Instagram | Filmow | Twitter | Flickr | Pinterest | Weheartit

yeah1

Um MIMO para você

Fiquei de compartilhar uma alegria musical das últimas semanas com vocês! Fui ao MIMO, um festival lindo daqui das redondezas do meu Estado, e senti uma vibração maravilhosa das pessoas e dos músicos.

O MIMO começou como Mostra Internacional de Música em Olinda, aqui em Pernambuco, há mais de 10 anos. É um momento de trazer obras musicais de qualidade do contexto contemporâneo, isso tudo de graça. Também são veiculados filmes ao ar livre, com direito a curtas, médias e longas-metragens. Pra vocês terem idea, ano passado tive o prazer de me deliciar com Nouvelle Vague, popzinho do grupo francês mais amor dos últimos tempos. Esse ano, minha experiência sonora ficou com Winston McAnuff & Fixi. Lá estava eu no meio de gente jovem e mais velha, todos dançantes, todos envolvidos por aquela voz envolvente do jamaicano McAnuff. Os quadris dos presentes requebravam ao som do acordeon carinhoso de Fixi. Tive que fechar os olhos algumas vezes pra agradecer estar ali, em contato com uma junção musical tão rica e distinta daqueles dois músicos. A igreja do Carmo estava iluminada por luzes roxas, e tinham silhuetas embalando com passinhos pra cá e pra lá o restante do pessoal na frente do palco. Algumas vezes achei que estava em outro lugar, como se aquela música tivesse me transportado pra longe dali (não é papo de substâncias ilícitas, viu?). Deve ter sido o acordeon.

Preferi a banda ao vivo, mas essa música aqui pode ilustrar o que estou dizendo:

Como eu adoro fotografia, mas estava sem equipamento no dia, acabei trazendo as belíssimas capturas que achei no site do MIMO. Aliás, alguém sabe o nome de quem fotografou o festival? A pessoa é uma artista, olhem só:

14963152380_b75f98db06_z 14963260707_bdf81e9df6_z 14965788457_479dfd0d5e_z 14965952280_0eb2ae85ea_z 14971027669_81d4528ecf_z 14971186987_f0ee5765aa_z 14971192218_007441e438_z 15134713136_eda6e7f622_z 15149314241_e1ea6735de_z 15151942152_48196d6e0a_z 15151958392_5e0ba79b68_z15154774261_3a18e0bcce_z15154741001_338dfcc0e1_z

E aí, gostou? Tá rolando mais festival por aí?

- – – – – – – – – – – – – – 

Como encontrar um Alien:

Facebook | Instagram | Filmow | Twitter | Flickr | Pinterest | Weheartit

yeah1

Feliz vida, Mallu Magalhães!

Gente, vou confessar. Quando a Mallu começou a carreira, apesar de gostar das músicas daquela criança talentosa, eu achava tudo muito esquisito nas entrevistas, pra não dizer jegue. Ela era tão peixinho fora d’água que eu tinha agonia da postura dela, das falas emboladas e das roupas largadas. Com o tempo, fiz uma auto-crítica e acabei mudando drasticamente de opinião. A Mallu mais velha e mais madura também ajudou nessa mudança de percepção, claro. No fim, minha compreensão tardia mostrou que eu não estava preparada para ver alguém verdadeiramente autêntico na televisão. Com o costume de ver crianças que mais parecem pequenos adultos ou até robôs, a figura daquela menina cheia de maluquice (ou malluzice) era muito distinta do que eu esperava. Acabei entendendo o quanto estamos presos em estereotipos do que devemos ser e do que esperam que sejamos.

Com essa evolução na minha perspectiva diante da imagem e do trabalho musical da Mallu, hoje posso dizer que sou uma admiradora das suas composições e cantorias. E morro de amores pela imagem dela também. O último álbum Pitanga foi um sucesso e eu já sei decoradinho. Agora, o novo projeto é a Banda do Mar: parceria com Marcelo Camelo e Fred Ferreira, com direito a acordes de rockizinho e letras carinhosas. Por enquanto é só amor. Olha só que delícia essa música:

Então hoje gostaria de fazer essa singela homenagem e parabenizar uma menina tão talentosa que me fez crescer como pessoa e me embala nas suas doces canções. Feliz vida, Mallu! <3 hihi

Aaah, separei algumas das fotografias da Mallu que mais amo, todas em preto e branco. Algumas foram capturadas pelo Marcelo Camelo, e por isso trazem uma sensação tão gostosa de naturalidade e alegria. Lembro que busquei as fotos no Flickr dele e as demais foram todas da fanpage da cantora.

Espero que vocês também se encantem.

10184_10152561789457926_2013406194_n 303785_10150469093652926_537284101_n 615416_10151467366912926_484450313_o 1040355_10152583040197926_1925911176_o 1491523_10152576050097926_870067329_o 1597401_10152604100787926_135128667_o 1653299_10152658467802926_1756600452_n 1658208_10152649246062926_737879105_o

1890432_10152615536312926_922793882_o

8110437346_bea72318fa_o

 

Vocês conheciam a Banda do Mar? Gostaram?

- – – – – – – – – – – – – – 

Como encontrar um Alien:

Facebook | Instagram | Filmow | Twitter | Flickr | Pinterest | Weheartit

yeah1