Universo Paralello e Terra em Transe, por Terê

Eu amo divulgar o trabalho de gente talentosa da minha cidade, como já falei aqui nos delírios surrealistas de Ana Lu. Dá aquela alegria de ver alguém fazendo o que ama e desempenhando muitíssimo bem esse papel. Acredito bastante no reconhecimento e é isso que busco levar às pessoas que têm o que mostrar. Espero que vocês também compartilhem comigo mais gente maravilhosa de outros cantos do Brasil.

Conheci a Terê numa festa linda e saudosa há alguns anos. Não sabia que a menina de apelido doce e olhos marcados pelo delineador de gatinho era uma fotógrafa exemplar. Lembro que no dia do evento ela levou um filtro que deixava a foto bem interessante, já que tinha o efeito de prisma. Depois, adicionando a Terê nas redes sociais, pude vislumbrar o trabalho dessa petrolinense talentosa.

O trabalho fotográfico de Ana Teresa Quesado é plural, mas em cada foto ela já consegue enraizar o seu estilo Terê of life de ver o mundo.

Selecionei as fotos do Flickr dela, por causa da resolução, mas o instagram é repleto de maravilhas também. Indico demais ficar sempre atualizada com esse feed amor.

A princípio, pensei em fazer só uma postagem da Terê, mas vi que era melhor criar pelo menos duas, já que ela tem muitas fotos de um festival que promete ser incrível: O Festival Universo Paralello. Alguém aí já foi? Depois de ver as fotos e da minha chefe ter participado, deu aquela vontade extra de juntar uma graninha. Quem sabe um dia! Logo abaixo, também selecionei as fotos do Festival Terra em Transe, também eternizado por Terê.

Terê conseguiu capturar um número imenso de cores e formas do festival, sem contar nas expressões dançantes e felizes das pessoas que fizeram parte disso. As edições são a melhor parte de tudo: duas, quatro, oito imagens replicadas em uma mesma foto e uma sensação meio louca. Essa psicodelia inteligente está também em outras fotos da Terê.

Acredito que o ponto principal das fotos da Terê envolvem o olhar peculiar de uma menina de pouco menos de vinte anos, com as manipulações de imagens que dão um significado bem maior ao universo paralelo que se instaura depois dos cliques. É incrível, olhem só:

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Olha a Terê aqui: Fanpage | Instagram | Flickr <3

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Não seria eu

Se não fossem as várias ideias que nem sempre vem à tona, como a criação de apps de carona ou de fiscalização da prefeitura, não seria eu. Se não fossem os gritinhos ao volante, nas topadas do dedo mindinho ou do quadril ou nos jogos eletrizantes de video game, não seria eu. Se não fossem as crises existenciais ou as dúvidas dificílimas de solucionar, também não seria eu. Se não fosse a fome de ter tudo e a frustração de não conseguir abraçar o mundo, não seria eu. Se não fossem as danças ébrias e as desengonçadas, não seria eu.

Se não fossem os altos níveis de sensibilidade para as coisas erradas e frieza para as certas, não seria eu. Se não fossem os ideais feministas, nunquinha seria eu. Se não fossem os cuidados com meus irmãos e a vontade de orgulhar cada um deles, não seria eu. Se não fossem as brigas com meus pais e o amor incondicional, não tinha como ser eu. Se não fossem as poucas fotos de comida no Instagram e as várias dentro do meu estômago, não seria eu. Se não fossem os planejamentos de intercâmbio, as inúmeras possibilidades e a autossabotagem, não seria eu. Se não fossem as habilidades que o carrinho me deu, como paciência e ousadia, não seria eu.

Se não fossem os pedidos de carona, só pra evitar andar de ônibus, não seria eu. Se não fosse o quartinho arrumado e o guarda-roupa infernal, não seria eu. Se não fosse a fama na empresa e o apelido de ser alienígena, não seria eu. Se não fosse bancar a psicóloga com alguns amigos e ter a curiosidade (e necessidade?) de ir a um profissinal desses, não seria eu. Se não fosse o Recife Antigo, as bikes, as olhadelas e as crianças sendo observadas com tanto carinho por mim, não seria eu.

Se não fossem os medos, nem a mania de ser Jude que carrega o mundo nas costas, não seria eu. Se não fossem as exigências e a vontade de ser rica, não seria eu. Se não fossem as dezenas de livros comprados e não lidos na estante, não seria eu. Se não fossem as noites regadas a cervejas, música e diversão, não seria eu. Se não fossem as fotografias, não existiria eu. E o maravilhoso cinema? Sem chance de ser seu. Se não fossem os sonhos de viver em um mundo melhor, e lutar por isso quase todo dia, não seria eu. Se não fossem a fadiga e o cansaço de viver nesse mesmo mundo que quero mudar, não seria eu.

Esse foi um meme inspirado pela Thay, do Dreams, a qual, por sua vez, se baseou em Analu, que teve um insight na música Capitão Gancho, da Clarice Falcão. Ufa, hahaha. O resultado de todas as criações é tão incrível de ler que dá aquela vontade de tentar também. Tá bom, faz anos-luz que as meninas fizeram, mas quis escrever agora e acredito que o meme seja atemporal. Se quiser tentar, fica à vontade!

E se fosse você?

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Um MIMO para você

Fiquei de compartilhar uma alegria musical das últimas semanas com vocês! Fui ao MIMO, um festival lindo daqui das redondezas do meu Estado, e senti uma vibração maravilhosa das pessoas e dos músicos.

O MIMO começou como Mostra Internacional de Música em Olinda, aqui em Pernambuco, há mais de 10 anos. É um momento de trazer obras musicais de qualidade do contexto contemporâneo, isso tudo de graça. Também são veiculados filmes ao ar livre, com direito a curtas, médias e longas-metragens. Pra vocês terem idea, ano passado tive o prazer de me deliciar com Nouvelle Vague, popzinho do grupo francês mais amor dos últimos tempos. Esse ano, minha experiência sonora ficou com Winston McAnuff & Fixi. Lá estava eu no meio de gente jovem e mais velha, todos dançantes, todos envolvidos por aquela voz envolvente do jamaicano McAnuff. Os quadris dos presentes requebravam ao som do acordeon carinhoso de Fixi. Tive que fechar os olhos algumas vezes pra agradecer estar ali, em contato com uma junção musical tão rica e distinta daqueles dois músicos. A igreja do Carmo estava iluminada por luzes roxas, e tinham silhuetas embalando com passinhos pra cá e pra lá o restante do pessoal na frente do palco. Algumas vezes achei que estava em outro lugar, como se aquela música tivesse me transportado pra longe dali (não é papo de substâncias ilícitas, viu?). Deve ter sido o acordeon.

Preferi a banda ao vivo, mas essa música aqui pode ilustrar o que estou dizendo:

Como eu adoro fotografia, mas estava sem equipamento no dia, acabei trazendo as belíssimas capturas que achei no site do MIMO. Aliás, alguém sabe o nome de quem fotografou o festival? A pessoa é uma artista, olhem só:

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E aí, gostou? Tá rolando mais festival por aí?

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Feliz vida, Mallu Magalhães!

Gente, vou confessar. Quando a Mallu começou a carreira, apesar de gostar das músicas daquela criança talentosa, eu achava tudo muito esquisito nas entrevistas, pra não dizer jegue. Ela era tão peixinho fora d’água que eu tinha agonia da postura dela, das falas emboladas e das roupas largadas. Com o tempo, fiz uma auto-crítica e acabei mudando drasticamente de opinião. A Mallu mais velha e mais madura também ajudou nessa mudança de percepção, claro. No fim, minha compreensão tardia mostrou que eu não estava preparada para ver alguém verdadeiramente autêntico na televisão. Com o costume de ver crianças que mais parecem pequenos adultos ou até robôs, a figura daquela menina cheia de maluquice (ou malluzice) era muito distinta do que eu esperava. Acabei entendendo o quanto estamos presos em estereotipos do que devemos ser e do que esperam que sejamos.

Com essa evolução na minha perspectiva diante da imagem e do trabalho musical da Mallu, hoje posso dizer que sou uma admiradora das suas composições e cantorias. E morro de amores pela imagem dela também. O último álbum Pitanga foi um sucesso e eu já sei decoradinho. Agora, o novo projeto é a Banda do Mar: parceria com Marcelo Camelo e Fred Ferreira, com direito a acordes de rockizinho e letras carinhosas. Por enquanto é só amor. Olha só que delícia essa música:

Então hoje gostaria de fazer essa singela homenagem e parabenizar uma menina tão talentosa que me fez crescer como pessoa e me embala nas suas doces canções. Feliz vida, Mallu! <3 hihi

Aaah, separei algumas das fotografias da Mallu que mais amo, todas em preto e branco. Algumas foram capturadas pelo Marcelo Camelo, e por isso trazem uma sensação tão gostosa de naturalidade e alegria. Lembro que busquei as fotos no Flickr dele e as demais foram todas da fanpage da cantora.

Espero que vocês também se encantem.

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Vocês conheciam a Banda do Mar? Gostaram?

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Garanhuns: cidade do amor, música e drinks

Acabei não contando como foi a viagem que no post anterior falei com tanta ansiedade. Eis um pouco da percepção maravilhosa que tive sobre esse final de semana inesquecível!

Fui com mais quatro amigos, todos animados pra chegar à cidade fria dentro do Nordeste. Na estrada, já conheci alguns artistas que nunca tinha ouvido falar, e fiquei me encantando com a paisagem diferente que estou acostumada a ver na cidade: longos pastos e muito verde. O céu apresentava uma nuvem espessa que ameaçava chover de instante em instante. Em outras épocas, eu diria que era mau tempo. Mas hoje comecei a mudar um pouco a perspectiva, e com isso pude ver a beleza das gotinhas que começaram a cair em alguma cidade entre Recife e Garanhuns.

Não paramos pra fazer xixi (e isso resultou num corre-corre enorme quando chegamos à casa alugada), mas fizemos um stop para dividir a gasolina e depois comprar uns morangos e tangerinas no caminho. Quando finalmente chegamos, demos pelo menos umas três voltas pra achar o lugar certo. Nossa informação estava desencontrada: o GPS nos dizia um lugar e as instruções da dona da casa falavam em outro. Depois me muito encher a bexiga, achamos a bendita casa, simples e misteriosa. Abrimos com um clique e logo em seguida vimos uma escada que nos levava diretamente para o 1º andar. A primeira coisa foi procurar quartos e banheiros. Jogamos nossas malinhas e fizemos cara feia pra o grupo da semana passada, que deixou uma cozinha nojenta e molhada. Forçamos-nos a fazer uma mini faxina, com vassourinha pra jogar fora o pó e sacolas para embalar papéis nada higiênicos. Não dá pra esperar gentileza sempre. Ou, em outras palavras: nem todo mundo pensa no uso que outros farão de determinado lugar. É por isso que continuo tendo vontades assassinas quando estou no ônibus e vislumbro um saco de salgadinho voando para o asfalto, ou papéis de chiclete nos assentos. Mas enfim, isso daria uma postagem inteira e eu quero falar de coisa boa.

Pensamos em organizar tudo e previmos que chegaríamos a fim de apenas dormir. Começamos a dispor nossas bolsas em lugares estratégicos e usamos a força pra encher nossos colchões de ar. Aí começou o imprevisto: no meu colchão, faltava uma válvula primordial. Resultado: eram sete horas da noite e o chão frio já estava me aguardando. Saímos loucos atrás de lojas, e depois de usar o GPS e fazer perguntas aos transeuntes, chegamos a três lojas diferentes. As duas primeiras nos assustaram dizendo que não vendiam o objeto, ou já tinha acabado o estoque. Um dos vendedores ainda falou: acabamos de vender o último. Comecei a me culpar por não ter conferido o colchão antes de chegar à cidade… Os cidadãos tinham avisado que tudo fechava às 18 ou 19h, aí o pânico começou a ficar maior. Até que encontramos uma Americanas, que fechava às 20h, e que vendia o bendito do colchão! Desembolsados R$50 que não estavam necessariamente no orçamento, voltamos pra casa felizes da vida. Ah, quando voltamos nos deparamos com dois rapazes que iriam dividir a casa, eles decidiram ficar no 2º andar e a gente no primeiro.

Aí sim pudemos iniciar os trabalhos. Nessa noite, fomos para duas atrações: Palco Pop e Palco Mestre Dominguinhos. No primeiro, vi ao vivo uma banda que conhecia umas duas músicas pelo Youtube, graças a um amigo que chamo de enciclopédia musical. A banda se chama O Terno. Os caras fazem rock’n roll, são de São Paulo e eu os considero muito criativos. Vou deixar uma música e clipe que eu acho bem divertidos pra vocês conhecerem:

https://www.youtube.com/watch?v=YF261dUvya0

Tava fazendo bastante frio e adorei vestir o casaquinho de couro. Sofri por não ter alguma botinha, ia ter ficado mais legal e melhoraria nos pontos em que tinha barro e poças de água. Ah sim, choveu um pouquinho. Depois partimos para a Praça Guadalajara, onde tinha o Palco Dominguinhos, mas não me lembro de termos curtido nenhum show. Nesse dia rolou de forma inédita vinho, mas meu fígado não achou uma boa ideia. Não tenho costume de tomar e em pouco tempo já estava sendo um Alien duplicado. Decidi deixar o outro dia pra as brejas mesmo. Como não tinha nada legal na praça, pensamos em ir a uma festa que sempre acontece em Recife e Olinda. Mais uma vez pouca gente conseguia informar as coisas e a gente ficou tentando usar a internet pra achar o evento. Quando enfim achamos a Loloteria, vimos que era gratuita! UHUL

A festa tinha uma vibe mais intimista, alternativa e com músicas bem diferentes do festival. Tinha um DJ famoso que eu não faço ideia de quem seja. Também não conhecia quase nenhuma música que tocou… Serviu pra a gente dançar um pouco e conversar. O local era interessante, pois as paredes eram bastante riscadas e as luzes agitadas causavam dificuldade na leitura dinâmica das frases. Fiquei um bom tempo lendo a casa. Quando a gente cansou da festa estranha com gente esquisita, pensamos em descansar e pegamos um táxi que deu bem baratinho.

E aí chegou o sábado. Sério, eu não preciso dormir de edredom, já que não tenho ar-condicionado e meu quarto é um forninho. Acordar quentinha embaixo das cobertas é bom demais… A viagem em si já foi fantástica apenas pela anormalidade de temperatura que eu estava sendo exposta. No sábado passamos o dia numa preguiça incrível e dormir foi um dos pontos turísticos da cidade, hahaha. À noite, com mais ânimo, nos arrumamos de novo e fomos andando para as praças pra conhecer mais gente da música.

No Palco Pop, teve Ylana Queiroga e Maria Alcina, ambas divas que tive o privilégio de conhecer. Ylana é pernambucana e tem uma voz excelente e muita presença de palco. Saí apaixonada e já escutei o álbum inteiro umas duas vezes. Sinto uma alegria sem precedentes ao escutar um vozeirão cantando com meu sotaque, minhas gírias, meu jeito de falar. O Nordeste tem bastante artista talentoso, porém o grande foco continua sendo a produção de outras regiões do país. Então quando me sinto próxima aos artistas daqui, há mais identificação, e um orgulhinho se agita no peito. Isso sempre ocorre com produções cinematográficas recifenses. Qualquer dia falo pra vocês sobre O Som ao Redor ou Tatuagem. Ah, sobre Maria Alcina (a cantora é super famosa há bastante tempo e eu não conhecia), já gostei da voz imponente e do vestuário: ela chegou com um troço de penas super chamativo na cabeça e um vestido longo. Super exótica, haha. Bom, é melhor apresentar um pouco das duas em forma de músicas. Escolhi as que mais gostei e espero que vocês curtam também:

Duas de Ylaninha porque sim:

http://www.youtube.com/watch?v=s91UMtroxQU

http://www.youtube.com/watch?v=PMhS6AdtAtM

E Maria Alcina, uma figura:

http://www.youtube.com/watch?v=pndWv2yweuU

Esse já era o último dia de Festival de Inverno de Garanhuns, e os artistas da Praça Guadalajara que assisti ao show foram Siba, um monstro cantor, compositor e músico pernambucano, e depois Del Rey e Titãs. Com algum atraso nos brinquedinhos da praça, em especial a pistola na qual milagrosamente e talvez com alguma lembrança de CS na adolescência, acertei todos os alvos, a gente viu alguma parte do show de Siba e Azougue Vapor: bem lindo, bem cheio de sotaque, cheio de sorriso, cheio de malemolência. Depois Del Rey veio para dançar. Aquele China é um sedutor. Requebrou-se até dizer basta, jogou os cabelos pra todos os lados do palco e agitou demais a galera. Nunca tinha assistido a um show dos caras e realmente me surpreendi positivamente, já que tinha um abusinho do cantor. Pra finalizar, teve Titãs. Já não sei quantos shows já assisti, mas é sempre bem divertido. As músicas célebres embalaram meu coração e algumas vezes me transportei para algumas lembranças antigas. As músicas mais agitadas me obrigaram a entrar em rodinhas punk. Saí ilesa!

 Pra ilustrar um pouquinho, eis algumas das fotos publicáveis desse final de semana gostoso:

UM

TRÊS

CINCO

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QUATRO

SEIS

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NOVE

DEEEZ

Alguém aí viajou? Tá planejando? Me conta!

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Pegue sua mochila e venha pra o Festival de Inverno de Garanhuns

Imagina você dar uma parada na sua rotina pra conhecer uma cidade nova? E a sensação de fazer a mala, tendo que lembrar de tudo e recapitulando os locais que podem ser visitados, sabe como é? Depois de alguns meses bem sedentária no quesito viagem, estou de volta! Mas em um curto período (o que não deixa de ser maravilhoso)! <3

A próxima parada é Garanhuns! Eu moro pertinho dessa cidade, que também fica aqui em Pernambuco. Porém nunca coloquei meus pés alienígenas por lá. Esse ano, com a oportunidade de ficar em uma casa aparentemente legal e pertinho das atrações do FIG (Festival de Inverno de Garanhuns), estou indo de mala e cuia com muita ansiedade pra conhecer os cantos de lá e ficar com frio. Estou acostumada a viagens um pouco mais longas do que três dias, então pensei em listar os itens que decidi colocar na malinha – pra não levar demais, nem esquecer de nada. Dividi em dois espaços: a mala e a mochila das costas.

O que levar na malinha (para três dias de viagem, hospedando-se em uma casa apenas com geladeira e fogão):

  • Itens de higiene como escova de dentes, pasta, toalha de banho, desodorante, sabonete, shampoo e condicionador (aproveito para usar aquelas amostras grátis);
  • Perfume e hidratante;
  • Roupas: como vovó dizia, tenho que levar pelo menos umas quatro “mudas” e um pijaminha apresentável, além de pelo menos 1 par de meias para o friozinho da noite. Lembrar de enrolar as roupas pra caber dentro da mochila e usar os conhecimentos de Tetris para organizar tudo!
  • Roupas de baixo;
  • Um ou dois casacos;
  • Sapato e sandália;
  • Colchão;
  • Lençol, edredon e travesseiro;
  • Comidinhas pra casa: chás, chocolate, biscoitos, frutas, etc;
  • Sacolinhas plásticas (pra roupa suja e afins);
  • Guarda-chuva e capinhas.

O que levar na mochila de costas:

  • Remédios;
  • Óculos de Sol;
  • Fone de ouvido;
  • Óculos de grau;
  • Livro
  • Carteira: dinheiro, cartões de débito e crédito, cartão de saúde e identidade;
  • Celular e carregador;
  • Câmera;
  • Comidinhas rápidas (pra a ida e a volta de carro);
  • ÁGUA (terríveis lembranças de uma alien com pedras nos rins).

Está tudo aí? <3

O Festival de Inverno de Garanhuns é o que incentiva muita gente a pegar a estrada nesse período. O evento é célebre por trazer atrações incríveis como exposições de arte, espetáculos de dança, circo, mostra de cinema e shows gratuitos. É a manifestação da cultura fervendo em chuvas e temperatura baixa! A programação completa pode ser acessada nesse link. Em se tratando de música, esse ano a cidade recebeu alguns nomes como Vanessa da Mata, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, Marcelo Jeneci, Céu (Catch a Fire), Zé Ramalho, Otto, Nação Zumbi, Academia da Berlinda e Alceu Valença. Imagina a emoção que deve ter sido de quem foi? Queijo, vinho e música, que tal?

No final de semana que irei, terá Fábio Júnior na sexta (gente, ele ainda canta?) e Siba e Titãs no sábado, entre outros. Tomara que não chova o/

E vocês, também vão pra o FIG? Já foram? Têm alguma dica?

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Ela

Olá! Tudo certinho? Espero que sim! <3

Bom, depois desse longo hiato, voltei com um filme maravilhoso para vocês. Acho que todos já ouviram falar, pois ficou bastante conhecido desde sua estreia – por indicações ao Oscar e prêmios conseguidos. Ou pelo belo cartaz. Garanto: é um filme que você precisa ver antes de morrer (já vou apelando), e tem aquele potencial de se tornar um queridinho na sua lista. Baixei no The Pirate Bay, com uma qualidade ótima e vi no BSPlayer. Espero que já tenham assistido para comentar, ou vejam para seus deleites.

ELA (Spike Jonze, filme americano de 2013)

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Simplesmente apaixonante e sugestivo para o futuro. O diretor já tinha chamado a minha atenção com o incrível “Quero ser John Malkovich”, de 1999, que conta uma história excêntrica e envolvente de pessoas que conseguem entrar na mente do ator de mesmo nome do filme. Mas Spike Jonze agora arrancou lágrimas e ficou com o meu coração dessa vez. O filme poderia ser classificado com as seguintes categorias: romance e ficção científica, mas acho simplório pra o alcance da história.

Theodore (o maravilhoso Joaquin Phoenix) inicia o filme lendo um texto que fez para um cliente, já que seu trabalho é ser escritor numa empresa especializada em mandar cartas manuscritas para agradar as pessoas. O acontecimento central é a inusitada paixão que ocorre entre Theo e seu recém adquirido Sistema Operacional, que irá se chamar Samantha (na voz da talentosa Scarlett Johansson). O decorrer das cenas revela a solidão e melancolia que o protagonista vive depois da recente separação de Catherine, espetacular e lindíssima Rooney Mara (ééé, aquela mesma que fez alterações drásticas visuais no filme “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, de 2011), além de mostrar a fofa amizade com a Amy (Amy Adams). As etapas do relacionamento de Theo e Samantha são pinceladas naturalmente, com todas as primeiras descobertas, as trocas de confidências, de preferências, a crescente intimidade… As sensações que o filme causa são uma explosão de sentimentos. E o filme é sobre relacionamentos, e cada um terá uma interpretação super peculiar depois de assistir. Isso tudo a despeito da grande sacada do filme: Samantha, por mais verossímil que seja, é uma inteligência artificial.

A fotografia do filme é impecável, com muito vermelho nas roupas, nos detalhes, nos lugares. Em contrapartida às cores quentes, o clima do filme continua fortemente melancólico e um pouco tecnológico demais, talvez artificial, acentuando temas que são trabalhados ao longo da narrativa. A cidade parece super moderna, e no filme se passa em Los Angeles. Descobri que as cenas também foram gravadas em Xangai, e por isso a arquitetura tem uma peculiaridade e consegue nos levar pra a época de Theodore. O figurino de Theo é encantador. Beeem hipster, sabe? Certamente se eu visse um cara daquele, me apaixonaria pelos olhos azuis, pelo bigodinho e pela escolha de roupas retrô. As calças de cintura alta, camisas xadrez, camisas pólo e os paletós conflitam com o clima futurista da história. E isso é outro detalhe especial do filme.

O excessivo uso de smartphones no cotidiano me fez achar que o filme não é assim tão vanguardista, pois já vivemos nesse meio em que pessoas se relacionam diariamente com máquinas. E que o relacionamento virtual às vezes se sobrepõe ao real. Exemplo disso é quando estamos em uma mesa de bar com os amigos e preferimos trocar ideia com quem não está ali. Decerto ainda não temos algo tão potente que consiga imitar as características complexas dos seres humanos, mas as relações já nos causam distanciamento com o tanto de rede social que, na teoria, aproxima as nossas vidas. Esse meio, que por vezes faz o contrário – nos distancia dos outros -, seria perfeito para estimular pessoas solitárias a encontrar companhia em sistemas pagos e caros. Não que o filme incite exatamente essa discussão, mas ele supõe que, um dia, a máquina poderá ter um desempenho humano sem precedentes. E é interessante ver como ele aborda o crescimento de Samantha. A sua genialidade chega a se incomodar pelo fato de não ter um corpo, não ser uma pessoa de verdade, mas logo vê a vantagem de poder compreender trilhões de assuntos e sua capacidade de transcender.

Vale muitíssimo a pena ser vulnerável às sensações de “Her”. E acabar se apaixonando. <3

I think anybody who falls in love is a freak. It’s a crazy thing to do. It’s kind of like a form of socially acceptable insanity.

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Fotos do site oficial do filme.

Esse também mexeu com vocês? Alguma indicação?

Conta aí! ♡

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