Pegue sua mochila e venha pra o Festival de Inverno de Garanhuns

Imagina você dar uma parada na sua rotina pra conhecer uma cidade nova? E a sensação de fazer a mala, tendo que lembrar de tudo e recapitulando os locais que podem ser visitados, sabe como é? Depois de alguns meses bem sedentária no quesito viagem, estou de volta! Mas em um curto período (o que não deixa de ser maravilhoso)! <3

A próxima parada é Garanhuns! Eu moro pertinho dessa cidade, que também fica aqui em Pernambuco. Porém nunca coloquei meus pés alienígenas por lá. Esse ano, com a oportunidade de ficar em uma casa aparentemente legal e pertinho das atrações do FIG (Festival de Inverno de Garanhuns), estou indo de mala e cuia com muita ansiedade pra conhecer os cantos de lá e ficar com frio. Estou acostumada a viagens um pouco mais longas do que três dias, então pensei em listar os itens que decidi colocar na malinha – pra não levar demais, nem esquecer de nada. Dividi em dois espaços: a mala e a mochila das costas.

O que levar na malinha (para três dias de viagem, hospedando-se em uma casa apenas com geladeira e fogão):

  • Itens de higiene como escova de dentes, pasta, toalha de banho, desodorante, sabonete, shampoo e condicionador (aproveito para usar aquelas amostras grátis);
  • Perfume e hidratante;
  • Roupas: como vovó dizia, tenho que levar pelo menos umas quatro “mudas” e um pijaminha apresentável, além de pelo menos 1 par de meias para o friozinho da noite. Lembrar de enrolar as roupas pra caber dentro da mochila e usar os conhecimentos de Tetris para organizar tudo!
  • Roupas de baixo;
  • Um ou dois casacos;
  • Sapato e sandália;
  • Colchão;
  • Lençol, edredon e travesseiro;
  • Comidinhas pra casa: chás, chocolate, biscoitos, frutas, etc;
  • Sacolinhas plásticas (pra roupa suja e afins);
  • Guarda-chuva e capinhas.

O que levar na mochila de costas:

  • Remédios;
  • Óculos de Sol;
  • Fone de ouvido;
  • Óculos de grau;
  • Livro
  • Carteira: dinheiro, cartões de débito e crédito, cartão de saúde e identidade;
  • Celular e carregador;
  • Câmera;
  • Comidinhas rápidas (pra a ida e a volta de carro);
  • ÁGUA (terríveis lembranças de uma alien com pedras nos rins).

Está tudo aí? <3

O Festival de Inverno de Garanhuns é o que incentiva muita gente a pegar a estrada nesse período. O evento é célebre por trazer atrações incríveis como exposições de arte, espetáculos de dança, circo, mostra de cinema e shows gratuitos. É a manifestação da cultura fervendo em chuvas e temperatura baixa! A programação completa pode ser acessada nesse link. Em se tratando de música, esse ano a cidade recebeu alguns nomes como Vanessa da Mata, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, Marcelo Jeneci, Céu (Catch a Fire), Zé Ramalho, Otto, Nação Zumbi, Academia da Berlinda e Alceu Valença. Imagina a emoção que deve ter sido de quem foi? Queijo, vinho e música, que tal?

No final de semana que irei, terá Fábio Júnior na sexta (gente, ele ainda canta?) e Siba e Titãs no sábado, entre outros. Tomara que não chova o/

E vocês, também vão pra o FIG? Já foram? Têm alguma dica?

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Ela

Olá! Tudo certinho? Espero que sim! <3

Bom, depois desse longo hiato, voltei com um filme maravilhoso para vocês. Acho que todos já ouviram falar, pois ficou bastante conhecido desde sua estreia – por indicações ao Oscar e prêmios conseguidos. Ou pelo belo cartaz. Garanto: é um filme que você precisa ver antes de morrer (já vou apelando), e tem aquele potencial de se tornar um queridinho na sua lista. Baixei no The Pirate Bay, com uma qualidade ótima e vi no BSPlayer. Espero que já tenham assistido para comentar, ou vejam para seus deleites.

ELA (Spike Jonze, filme americano de 2013)

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Simplesmente apaixonante e sugestivo para o futuro. O diretor já tinha chamado a minha atenção com o incrível “Quero ser John Malkovich”, de 1999, que conta uma história excêntrica e envolvente de pessoas que conseguem entrar na mente do ator de mesmo nome do filme. Mas Spike Jonze agora arrancou lágrimas e ficou com o meu coração dessa vez. O filme poderia ser classificado com as seguintes categorias: romance e ficção científica, mas acho simplório pra o alcance da história.

Theodore (o maravilhoso Joaquin Phoenix) inicia o filme lendo um texto que fez para um cliente, já que seu trabalho é ser escritor numa empresa especializada em mandar cartas manuscritas para agradar as pessoas. O acontecimento central é a inusitada paixão que ocorre entre Theo e seu recém adquirido Sistema Operacional, que irá se chamar Samantha (na voz da talentosa Scarlett Johansson). O decorrer das cenas revela a solidão e melancolia que o protagonista vive depois da recente separação de Catherine, espetacular e lindíssima Rooney Mara (ééé, aquela mesma que fez alterações drásticas visuais no filme “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, de 2011), além de mostrar a fofa amizade com a Amy (Amy Adams). As etapas do relacionamento de Theo e Samantha são pinceladas naturalmente, com todas as primeiras descobertas, as trocas de confidências, de preferências, a crescente intimidade… As sensações que o filme causa são uma explosão de sentimentos. E o filme é sobre relacionamentos, e cada um terá uma interpretação super peculiar depois de assistir. Isso tudo a despeito da grande sacada do filme: Samantha, por mais verossímil que seja, é uma inteligência artificial.

A fotografia do filme é impecável, com muito vermelho nas roupas, nos detalhes, nos lugares. Em contrapartida às cores quentes, o clima do filme continua fortemente melancólico e um pouco tecnológico demais, talvez artificial, acentuando temas que são trabalhados ao longo da narrativa. A cidade parece super moderna, e se passa em Los Angeles, mas condiz exatamente com a região atualmente. Descobri que as cenas também foram gravadas em Xangai, e por isso a arquitetura tem uma peculiaridade e consegue nos levar pra a época de Theodore. O figurino de Theo é encantador. Beeem hipster, sabe? Certamente se eu visse um cara daquele, me apaixonaria pelos olhos azuis, pelo bigodinho e pela escolha de roupas retrô. As calças de cintura alta, camisas xadrez, camisas pólo e os paletós conflitam com o clima futurista da história. E isso é outro detalhe especial do filme.

O excessivo uso de smartphones no cotidiano me fez achar que o filme não é assim tão vanguardista, pois já vivemos nesse meio em que pessoas se relacionam diariamente com máquinas. E que o relacionamento virtual às vezes se sobrepõe ao real. Exemplo disso é quando estamos em uma mesa de bar com os amigos e preferimos trocar ideia com quem não está ali. Decerto ainda não temos algo tão potente que consiga imitar as características complexas dos seres humanos, mas as relações já nos causam distanciamento com o tanto de rede social que, na teoria, aproximam as nossas vidas. Esse meio, que por vezes faz o contrário – nos distancia dos outros -, seria perfeito para estimular pessoas solitárias a encontrar companhia em sistemas pagos e caros. Não que o filme incite exatamente essa discussão, mas ele supõe que, um dia, a máquina poderá ter um desempenho humano sem precedentes. E é interessante ver como ele aborda o crescimento de Samantha. A sua genialidade chega a se incomodar pelo fato de não ter um corpo, não ser uma pessoa de verdade, mas logo vê a vantagem de poder compreender trilhões de assuntos e sua capacidade de transcender.

Vale muitíssimo a pena ser vulnerável às sensações de “Her”. E acabar se apaixonando. <3

I think anybody who falls in love is a freak. It’s a crazy thing to do. It’s kind of like a form of socially acceptable insanity.

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Fotos do site oficial do filme.

Esse também mexeu com vocês? Alguma indicação?

Conta aí! ♡

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Delírios surrealistas de Ana Lu

Fiquei com vontade de apresentar uma pessoa para vocês. Antes disso, gostaria de dizer que acho muito bacana divulgar trabalhos legais de gente que mora aqui, na minha cidade. E de pessoas que não são extremanente famosas e que fazem um trabalho ímpar que deve ser reconhecido. Ou pelo menos conhecido! Por causa disso, espero trazer artistas inéditos pra pertinho do blog da Alien. Já tinha começado essa ideia na coluna blogs da semana, mas agora haverá abrangência para todo tipo de manifestação interessante.

Quero que vocês conheçam Ana Lu, a menina de cabelos vivos. Ela decidiu fotografar gente por aí.

Conheço Ana Lu de vista, bares, festas, facebook. Essa estudante de cinema recifense decidiu expor umas imagens que jorram maravilhas na tela do meu computador desde que comecei a seguir a página. São fotos delicadas, que parecem ter sido feitas com muito esmero e uma quantidade grande de ideias bem aproveitadas. A natureza parece permear sempre nas criações, além de algumas investidas manuais em cima das fotografias já reveladas. Outro destaque que percebo e gosto muito são as expressões das pessoas: olhos semicerrados, completamente fechados ou escondidos.

Sem mais delongas, escolhi algumas imagens do incrível começo de trajetória dessa fotógrafa talentosa. Espero que gostem tanto quanto eu! <3

Sinceramente já estou ansiosa pelas produções seguintes!

Se também gostou e quiser ver mais fotografias, pode seguir a fanpage e o instagram da Ana Lu. Continua inspirando, menina! <3

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Heey, também navego por aqui!

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Cinema da semana #01

O filmow é minha lista de séries e filmes assistidos desde agosto de 2012. Isso significa que na minha vida já passei pelo menos 12 dias ininterruptos na frente da televisão, computador ou na salinha de cinema! <3

Considerando que tenho uma memória maravilhosa e intacta por lá, pensei em trazer dicas de bons filmes para vocês. Ganho ao relembrar das sensações experimentadas com as películas. Com isso em mente, certa vez, tirei o dia para ver todas as páginas que coleciono por lá, e fui dando print nos cartazes dos filmes que pensei: as pessoas precisam ver essa história! E esse final? Ai, e a fotografia?

O resultado foi cerca de 60 filmes que eu gostaria de indicar pra alguém, dos quais apresentarei no máximo 5 e no mínimo 2 por post, pra ninguém ficar cansadinho. Espero que vocês gostem! hihi

DRIVE (Nicolas Winding Refn, filme norte-americano, 2011)

Como faço questão desde muito tempo, assisti a Drive sem saber de quase nada. Vi que o lindo Ryan Gosling estaria estrelando o papel principal, e que haveria a participação da Carey Mulligan, atriz que cultivo amor e ódio ao mesmo tempo. Além disso, uma amiga cinéfila que confio muito tinha indicado, então já considerei que não seria um filme bobo de ação, com carros velozes e caras sarados.

A história mostra a vida de um homem solitário, que ganha dinheiro sendo mecânico, dublê de filmes de Hollywood e motorista de fuga para bandidos. O detalhe desse último job é que ele dá cinco minutos de tolerância para os comparsas. Depois disso, você vê que “motorista” é uma palavra errada. Ele é um piloto talentoso. Carey Mulligan entra na história fazendo o papel de Irene, vizinha casada e mãe de um filho pequeno. As histórias se entrelaçam quando Ryan, que vira um amigo da moça, decide incluir o marido de Irene, recém saído da prisão, num assalto. O filme tem cenas fortes de violência e crueldade e surpreende pelas técnicas usadas na filmagem. A estética dos anos 80, o perfil de poucas palavras (e muita expressão) do personagem de Ryan e o drama misturado com a ação te perturbam de um jeito diferente. Achei o filme peculiar nesse sentido, impactante e silencioso. A trilha sonora maravilhosa fecha o conjunto da obra que foi inspirada em um romance de James Sallis.

ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA (Marcelo Gomes, filme brasileiro, 2012)

Assisti a esse filme no Vivo Open Air, que passou aqui em Recife (PE). No dia da exibição do longa, também teve show de Karynna Spinelli e Seu Jorge. Foi uma experiência deveras gratificante assistir a céu aberto um longa pernambucano. Antes do filme começar, a própria protagonista, Hermila Guedes, fez presença no palco agradecendo a participação do público e dizendo que estava nervosa com a estreia. É sempre uma experiência ímpar prestigiar filmes feitos aqui de dentro do Estado: na esquina da minha casa ou nas ruas da cidade. Imagine ver na tela de cinema uma ficção se desdobrando no bar que você já frequentou, ou naquele prédio do seu amigo. Imagine um colega seu participar do elenco do filme? Aconteceu o mesmo com O Som ao Redor, mas isso já é história pra outro post.

O enredo apresenta uma psiquiatra, de 24 anos, que acabou de se formar em medicina. Verônica começa a sua vida profissional, num hospital público, e escuta o dia inteiro confissões e agonias dos pacientes. Sendo que a própria personagem se encontra um pouco perdida em diversos aspectos, e em suma o que se vê é uma crise existencial sobre o que ela quer da vida. Enquanto não descobre, há o mar para acalmar os demônios e o sexo como válvula de escape. Se você fica impaciente com filmes que não têm respostas, é melhor evitar assistí-lo. O objetivo do diretor foi justamente focar em um perfil real que muitos jovens desempenham na atualidade, por isso acabei gostando do longa, ao me identificar com as incertezas de Verônica. Escolhi o teaser do carnaval para ilustrar esse filme. Para quem nunca foi ao carnaval de Olinda, pode vislumbrar um pouco da euforia dos foliões:

Fiz uma micro playlist da trilha sonora dos filmes supracitados no meu grooveshark. É só clicar aqui pra escutar as músicas que selecionei.

Imagem tirada do Pinterest.

Também tem dicas de filmes? Me conta! ♡

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Orphan Black (o seriado que você precisa ver)

Fazia tempo que um pilot não me deixava vidrada e ansiosa pelo próximo capítulo. Comecei a assistir Orphan Black e estou viciada na história de Sarah, e no quanto ela consegue se meter em enrascadas.

Tudo começa deveras intrigante: Sarah chega à sua estação e desce do trem. Enquanto está lá, aproveita pra fazer uma ligação, e ali o telespectador já se depara com uma questão familiar não resolvida. Pelo canto do olho, Sarah percebe que tem uma mulher andando de um lado pro outro na plataforma. Ela se detém nos movimentos e a moça de costas, aparentemente agoniada, retira a bolsa dos ombros e pousa no chão, assim como os sapatos. Enquanto ela deixa os objetos lá, Sarah vai se aproximando, como se houvesse um ímã naquela situação curiosa. Há o momento em que a moça parece decidir mentalmente algo, e Sarah vislumbra seu andar em direção aos trilhos do trem, perplexa. Os olhos das mulheres se encontram por frações de segundo, antes do pulo fatal. O trem chega em pouco tempo e destrói a vida daquela estranha. Porém, a parte mais esquisita não é Sarah testemunhar um suicídio. Era a mulher ser idêntica a ela.

O primeiro episódio apresenta a personagem principal, e a coragem de quem não tem nada a perder. Você vai enfrentando as mesmas dúvidas de Sarah, e mil teorias começam a pipocar em sua mente. Além dela, tem o seu amigo inglês super cativante, Felix, o ex-namorado drug dealer e sua filhinha pequena que está com a Sra. S., que não suporta o comportamento irresponsável recorrente de Sarah.

É uma série de tirar o fôlego. A ânsia de mais esclarecimentos é o que move o acompanhamento, além das surpresas a cada minuto e das atuações incríveis da atriz Tatiana Maslany, que se desdobra habilidosamente para criar diversos personagens. Ainda estou assistindo e espero não me decepcionar. Mas garanto que o começo está muito bom! Ah, ela tem duas temporadas e quem tem Netflix já pode acessar :)). Não vou me alongar para você se surpreender também.

Só mais uma coisa: é preferível assistir com uma qualidade legal, já que a filmagem é estupenda e cheia de efeitos que corroboram com os sentimentos da história.

UPDATE (26/06): Demorei mas terminei. E meu Deus, que série incrível! Vejam, vejam! HAHAHA

Ilustrações do Google e daqui.

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E vocês, alguma recomendação? ♡

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A visita cruel do tempo

O hiato tem nome, cheiro, peso. E nariz afilado. Enfim, sem muitas delongas para não causar tédio em ninguém, perdi cerca de 1/4 da vida (perdi?), e ando mais pra lá do que pra cá. Por isso a demora na atualização de algo que me faz tão bem. Mas ó, tou de volta! <3

Bom, mês passado li “A visita cruel do tempo”, de Jennifer Egan. O livro foi presente da linda venezuelana Fabi, no meu último aniversário – que inclusive foi praticamente perfeito e, na época, achei que devia escrever e eternizar esse momento gostoso. Explico: tive 23 aniversários e, fora os da época infantil, dá pra contar nos dedos os que foram ordinários. Mas não é sobre isso que o livro fala.

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oin, fabi! <3

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OIII

A autora, vencedora do Pulitzer de Ficção 2011, mostra dezenas de personagens peculiares e interessantes, todos sob uma esfera meio punk rock dos anos 70 até a atualidade. Ele começa com Sasha, uma ruiva cleptomaníaca que está em um date e só fica mais excitada com a situação quando consegue furtar a carteira de uma mulher desleixada no banheiro. Em seguida, o próximo capítulo é contado pelo chefe de Sasha, Bennie Salazar, um executivo da indústria musical. Bennie, ex-integrante de uma banda punk rock, revela a amargura que sente diante da falta de ereção que o acomete há um tempo. E de como ele compra ouro e mistura no café esperando que algo acorde lá embaixo. Isso sim é peculiar, haha.

Existem outros personagens como Jules Jones, um jornalista que, sem precedentes, atacou uma celebridade e por isso foi preso, e também Lou, produtor musical viciado em cocaína (e em fazer filhos, vale salientar). Ah, também tem a Dolly, acessora de imprensa, que tenta amenizar a figura de um ditador genocida. Em suma, as histórias, a princípio independentes, começam a se entrelaçar no decorrer do enredo. Algumas vezes os mesmos personagens retomam a narrativa e você percebe outro momento de suas vidas, com outra idade e outro cenário. Os ambientes que Jennifer Egan nos situa são variados: uma hora você está em São Francisco, depois em Nova York e em outro momento num Safári, quando escuta aquele rugido de leão e alguém aparece ferido. A sensação que dá no início da leitura é confusão, mas a escritora se preocupa nos formatos de escrita de cada capítulo, de modo que ajuda o leitor a compreender os acontecimentos e a forma como são contados (por exemplo, tem um capítulo que uma garotinha de uns 12 anos, se não me engano, conta a história dela através de slides, haha).

A alternância de vozes, desejos e perspectivas vai revelando o que os personagens jovens queriam e o que de fato ocorre após a visita cruel do tempo. São sonhos desconstruídos e futuros brilhantes para pessoas com o passado desregrado em drogas e prostituição. Contos de jovens apaixonados que, sem nenhuma atitude, morrem afogados. Garotos sedentos pela presidência do país que viram médicos, e assim vai. Mas ó: em minha opinião, o livro não é tão pesado quanto parece. É mais a temática que pesa. Esse negócio de falar que o tempo chegou, passou, visitou cruelmente sua vida. Pra suavizar um pouco, você se depara com diversas referências musicais ao longo dos capítulos.

Quando finalmente terminei, senti duas coisas: uma era que eu deveria ler de novo pra compreender melhor as histórias intrincadas. Li uma resenha no Skoob que dava a dica de acompanhar de acordo com a ordem cronológica (pois a narrativa caleidoscópica brinca com você como se fosse uma bolinha de tênis, que vai e volta). Achei interessante, mas talvez quebrasse um pouco o objetivo inteligente de Jennifer Egan, já que o elo criado pra unir as histórias sempre funciona a cada capítulo lido. Além disso, pequei por não fazer anotações sobre as bandas e músicas. Fica para outro momento. O outro sentimento foi o peso. Peso do que o tempo representa pra mim. Refleti demoradamente e inclusive tomei atitudes drásticas, já que percebi que andava mantendo pensamentos ruins na minha vida de acontecimentos ocorridos há dois anos.

A passagem do tempo (tema central do livro) dá uma sacudida no leitor, mostrando que nem tudo é do nosso controle, mas que algumas atitudes nos levam pra onde queremos ir. E a falta delas pode nos deixar à deriva. Dentro desse mesmo contexto, tem um vídeo do André Dahmer que te estrangula por dois minutos e quarenta e dois segundos (falando tudo o que você já sabe) e depois te joga de volta à realidade. Como disse a gatinha Polli (um ser humano que se confunde com os felinos): “É o tipo de coisa que te empurra no chão de vez, mas te faz querer levantar.” <3

Enfim, um trechinho que me marcou:

“Em que momento exato você se desviou só um pouquinho da vida relativamente normal que vinha levando até então, em que momento ela se desalinhou de maneira infinitesimal para a esquerda ou para a direita, embarcando assim na trajetória que acabaria por levá-lo para onde se encontra agora?”

E vocês, alguma recomendação? ♡

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Blogs da semana #01

LA LÁ LÁHIHIH

Hey! Tudo certinho?

Os links interessantes que eu venho fazendo ao longo de 2014 (até agora fiz três postagens) deram inspiração para os blogs da semana. Pensei em divulgar os textos e autores notáveis que causaram alguma mudança no meu dia, seja pelo talento, boas histórias, resenhas incríveis, ilustrações ou fotografias. Ou tudo junto! A vibe é compartilhar coisa boa, minha gente! Espero que gostem tanto quanto eu.

  • A volta de Carolina não podia ser melhor. Essa autora estava no meu coração desde Heart Sugar Cubes, mas agora já estou perdidamente apaixonada pelo Canela e Anis.
  • Continhos aqui acolá de uma escritora incrível. Esse primeiro é de perder o fôlego, e o último é pra chorar.
  • Ilustrassom: Trabalho muito legal que cita trechos de música e dá uma ilustração maravilhosa para elas. Deixa sangrar nesse carnaval!
  • Reflexão pra vida, com o texto inédito de Renata Xavier. O trechinho de destaque é esse:

    “…nada do que vemos e vivemos hoje é absoluto, é tudo e é apenas. Assim como o mito de Platão, vivemos numa caverna e nos acostumamos com sua insalubridade e escuridão. Passamos a não reconhecer o valor dos raios de Sol que estavam fora da vida que achávamos ser tudo que existia. E existe muito mais. Aquilo que achávamos ser tudo, se torna pouco.” 

  • Comprei umas coisas em janeiro no Aliexpress e… Socorro! Ainda não chegaram. Vocês já passaram por isso? Bom, fui pesquisar no Google e achei a Juliana, que fez esse post incrível sobre o assunto. Achei bacana e super intuitivo. A organização de todo o post e as ilustrações ajudaram bastante. Depois disso, vi que o blog era bem legal e já estou seguindo no Feedly. Valeu pela ajuda!

Vocês também têm dicas de postagens? Me digam! ♡

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